quinta-feira, 27 de junho de 2013

Domingos

Copo quebrado
Corpo sem porto
Garrafa vazia
Caco no chão

Gargalo borrado
Cor do teu batom
Domingo passado
Sexo no Leblon

Ponteiros rodados...

Manchado o cenário
Ai, teu perfume ordinário
         flor, caos, destruição
Libertou meu canário
E deu voz de prisão

Nesse domingo
Sou teu inimigo
O café sai amargo
Acendo um cigarro

Ninguém do meu lado
Nenhum centavo
Peito calado
Cara no muro

E o coração vagabundo
Não para um segundo
Te odeia, te mata
E te ama no escuro.

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