Eu moro nas tardes em que tomamos sorvete nesta
mesma calçada que hoje piso sem riso. Habito o barco que não roubamos para
escapar do caos e nos amar ao mar, no cais. Minha casa é a estrela-cadente que
não esperou meu pedido, nesta noite crepuscular, de-cadente. É assim comigo:
resido nos resíduos.
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