Ninguém no mundo invadiu meus olhos
E buscou no fundo as dores e delícias
Ninguém no mundo aceitou-me sem malícias
Ninguém no mundo fez aquele convite pra dança
E depois resgatou o sorriso empoirado no baú de uma criança
Ninguém antes no mundo trouxe esse tom da esperança
Ninguém no mundo ensinou-me essa dança
A dança da nossa vida e o com(passo) do balé
Ninguém no mundo mostrou antes como é – que o amor se faz
Ninguém no mundo foi tão amante e tão irmão
E ninguém antes soube alar meu coração
E também ninguém errou tão bem a dose da paixão
Ninguém no mundo aceitou meu amor vagabundo
Que é também tão simples, tão barato
E que ainda anda perdido no labirinto do abstrato
Ninguém no mundo derramou a minha alma
Colecionou minhas cartas, estrelas e flores
Ninguém guardou tão bem as palavras-com-amore
Ninguém no mundo entendeu meu punk rock
E ainda minha estranha e im(pulsiva) poesia
Ninguém antes decorou a minha desconexa coreografia
Ninguém no mundo será o que você é
Ninguém no mundo tem a cor dos seus olhos castanhos
Ninguém no mundo vai te guardar como eu vou
Ninguém no mundo fez de mim amor como agora sou
Você é pra mim como ninguém no mundo
Não há sinônimo nem antônimo...há você e suas coisas – que amo.

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